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“João Azevêdo virou mero carimbador do projeto familiar de poder dos Ribeiro”, provoca Marcos Vinícius

O vereador de João Pessoa, Marcos Vinícius (PDT) disse, nesta segunda-feira (5), que o governador João Azevêdo (PSB) virou mero carimbador do projeto familiar de poder dos Ribeiro. A declaração foi dada em resposta à provocação feita pelo gestor, que desdenhou do projeto eleitoral do prefeito Cícero Lucena (MDB), que trabalha para disputar o comando do governo do Estado, nas eleições deste ano.

Ao ser questionado sobre a relação com o prefeito, nesta segunda (5), o govenador disse que o grupo dele “vai para a disputa e mostrará que ele (Cícero) estava errado” quando deixou a base governista para ser candidato.

João Azevêdo lembrou que o prefeito da capital não tinha mandato e estava fora da política quando eles fizeram a aliança vencedora nas eleições de 2020.

Sobre a questão, Vinícius lembrou que, na visão dele, foram em busca de Cícero por ele ser um nome viável, com longa folha de serviços prestados a João Pessoa. “Precisavam de alguém e foram buscar um campeão de votos”, disse. E ao falar de gratidão, o vereador disse que João Azevêdo não é o melhor exemplo neste quesito. Que o diga, reforça o parlamentar, Ricardo Coutinho, que foi deixado pelo caminho pelo apadrinhado.

Marcos Vinícius alegou ainda que Cícero Lucena, ao contrário do que João fez com Ricardo, teve hombridade quando o procurou para dizer que seria candidato em qualquer cenário. Antes disso, tanto Cícero quanto o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) eram tidos como pré-candidatos governistas. “Quando Cícero viu que o único critério para ser candidato era ter o sobrenome Ribeiro, decidiu trilhar o próprio caminho”, disse.

Vinícius disse ainda estranhar porque João Azevêdo entregou as rédeas da articulação política nas mãos do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP). “Não dá para entender como um governador abre mão de dar as cartas e fica à reboque de um projeto eleitoral decidido numa mesa de café da manhã, com vovô, mamãe e titio dizendo como a banda deve tocar”, ironizou.

“Cícero é o candidato do provo da Paraíba, que o convoca para mais uma missão. Enquanto o outro (Lucas) é o candidato de um projeto familiar. Fica claro que o governador está de joelhos e, ao final do processo, verá que a derrota não estará com Cícero”, enfatizou.

Cícero Lucena decidiu abandonar a base governista em meados do ano passado. Antes de embarcar para a Europa, onde fez o Caminho de Santiago de Compostela, ele conversou com João Azevêdo e explicou por que seguiria outro caminho nas eleições. O motivo é que ele não teria a menor chance de ser o candidato do grupo, porque todos já haviam se decidido por Lucas, mesmo Cícero tendo a preferência do eleitor.

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