O prefeito interino de Cabedelo, Edvaldo Neto, confirmou que será candidato na eleição suplementar do município, marcada pela Justiça Eleitoral para o mês de abril. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Liga 360 Debate, da TV Norte Paraíba, exibido nesta terça-feira (6).
Na entrevista, Edvaldo Neto afirmou que contará com o apoio do ex-prefeito Vitor Hugo, mesmo diante da condenação do aliado pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, a avaliação positiva da gestão de Vitor Hugo junto à população de Cabedelo pode representar mais vantagens do que prejuízos do ponto de vista político.
“A gestão de Vitor Hugo é bem avaliada em Cabedelo. Ele pode trazer mais bônus do que ônus eleitoral. A questão jurídica pesa sim, mas politicamente, por ele ser bem avaliado na cidade, ele pode trazer mais bônus do que ônus”, afirmou.
Vitor Hugo foi apontado pela Justiça Eleitoral como mentor de um esquema criminoso que teria beneficiado o então prefeito André Coutinho, que também teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Atualmente, André Coutinho é ex-aliado tanto de Vitor Hugo quanto de Edvaldo Neto.
Ao comentar as recentes articulações políticas envolvendo Wallber Virgolino (PL), Ricardo Barbosa (PSB) e André Coutinho (Avante), o prefeito interino demonstrou estranheza com a possível aproximação entre adversários históricos no cenário político local. Apesar disso, afirmou que o movimento não causa preocupação à sua pré-campanha.
“Isso não me causa preocupação. Pelo contrário, me causa um certo alívio por entender que estamos no caminho certo por Cabedelo e que esse trabalho já está sendo reconhecido por nossos opositores”, declarou.
Edvaldo Neto destacou ainda que seu foco permanece na administração do município e no desenvolvimento da cidade, independentemente das movimentações eleitorais da oposição.
“Estou preocupado em trabalhar para desenvolver cada vez mais Cabedelo”, concluiu.
A eleição suplementar foi determinada após a cassação do mandato do prefeito eleito, em decisão da Justiça Eleitoral, e deverá redefinir o comando administrativo do município pelos próximos anos.
