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Após repercussão negativa, Câmara de Santa Rita derruba regra que permitia vereador preso atuar remotamente

A Câmara Municipal de Santa Rita voltou atrás e revogou, por unanimidade, na tarde desta quarta-feira (7), trechos de uma resolução que autorizavam a participação remota de vereadores com liberdade restrita por decisão judicial, inclusive em situação de prisão provisória.

A mudança ocorreu durante sessão extraordinária, convocada após a reação negativa gerada pela aprovação inicial da medida, registrada na última segunda-feira (5), quando o texto foi aprovado por margem mínima de 10 votos a 9.

Um dos autores da proposta revogada, o vereador João Alves Júnior (PSDB), afirmou que houve exagero na cobertura da imprensa e disse que recursos teriam sido utilizados para desgastar sua imagem pública.

A norma anulada previa que parlamentares presos, ainda sem condenação definitiva, pudessem participar à distância de sessões, votações e demais atividades legislativas, mediante autorização judicial. Com a nova decisão, essa possibilidade deixa de constar no Regimento Interno da Casa.

Nos bastidores, a resolução era vista como uma tentativa de permitir o retorno ao mandato do vereador Wagner de Bebé (PSD), preso desde outubro de 2025, sob suspeita de envolvimento em um homicídio.

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