A pré-candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba pode ganhar um reforço político de peso nos próximos dias. O ex-deputado federal e presidente estadual do PSD na Paraíba, Pedro Cunha Lima, confirmou nesta quarta-feira (7) o avanço das articulações para um possível apoio ao projeto do gestor da capital rumo ao Palácio da Redenção.
Apesar do alinhamento, Pedro negou que já exista uma data definida para o anúncio oficial. Em entrevista à rádio CBN João Pessoa, o dirigente destacou que o entendimento passa pelo fortalecimento do PSD no estado e no cenário nacional, com foco na eleição de parlamentares.
“Eu não posso receber essa missão e passar a eleição não sendo candidato. O PSD precisa sair fortalecido, elegendo deputados, essa é a nossa prioridade. Da candidatura de Cícero, a gente recebe uma sinalização muito clara nessa direção, com o nome de Mersinho (Lucena) e o nome de Wellington Roberto. Isso está posto no debate público. Não existe um prazo, mas está avançando”, afirmou.
Além do alinhamento com Cícero Lucena e das articulações envolvendo as possíveis filiações de Mersinho Lucena (PP) e Wellington Roberto (PL) ao PSD, Pedro Cunha Lima ressaltou que a construção de uma unidade das forças de oposição segue como prioridade, ainda que essa convergência ocorra apenas em um eventual segundo turno.
“Eu sigo dialogando, converso com ambos, Cícero e Efraim. Acredito que a unidade das oposições no segundo turno é fundamental. É bom ver que, recentemente, percebemos passos nessa direção. Tenho buscado contribuir para que, no segundo turno, esteja todo mundo junto”, disse.
Por fim, Pedro destacou o peso nacional do PSD e a responsabilidade assumida ao comandar o partido na Paraíba, ressaltando a confiança do presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab.
“Existe uma questão partidária que já coloquei publicamente. Assumi a presidência do PSD com a confiança de Kassab. É um partido que cresce muito no Brasil inteiro, com perspectiva de eleger entre 70 e 90 deputados federais, além de governadores e mais de 15 senadores”, concluiu.
