ANÁLISE: Com aumento da ocupação de UTI’s infantis, tá na hora de suspender aulas presencias nas escolas particulares

Nos últimos dias têm aumentando consideravelmente os casos de infecção de crianças pela Covid-19 no Brasil e mais especificamente em João Pessoa. É óbvio que o retorno às aulas presencias, juntamente, com o grau de contágio da nova cepa do vírus, contribuíram estas estatísticas.

Para se ter uma ideia, o hospital do Valentina Figueiredo, referência para atendimento pediátrico da Covid-19, das dez vagas de UTI disponíveis, oito estavam ocupadas. Das 30 vagas de enfermaria, 27 já estavam ocupadas, segundo dados da Secretaria de Saúde dessa quinta-feira (11). O Hospital disponibiliza de mais 30 leitos para outras enfermidades.

Com o hospital infantil referência à beira do colapso, já passou da hora das autoridades suspenderem as aulas presenciais. Aliás, esse é o clamor de professores, de alguns diretores de escolas e de especialistas. “A escola deve ser a primeira que abre e a última que fecha. Chegou a hora de fechar”, disse a pediatra Ana Escobar, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Uma diretora de escola particular da capital me confidenciou que esperava que os decretos tanto do governo estadual quanto do governo municipal proibissem as aulas presenciais do ensino infantil e fundamental. Ela relatou a dificuldade de lidar com o caso e até a falta de consciência dos pais que, por incrível que pareça, estão enviando crianças para escolas com sintomas gripais.

Inúmeros parentes de professores dessa faixa etária de ensino contraíram a doença nos últimos dias e foi noticiada a morte de uma professora do colégio Pio X. Para proteger as crianças, os professores e seus familiares, é mais do que urgente e necessária a suspensão das aulas presenciais. Apesar dos prejuízos de toda ordem, é hora de pensar, nesse momento, em salvar vidas.

Resposta 

Em contato com o Blog, a coordenadora de enfermagem do Hospital do Valentina, Rosenilda Vale, explicou que das 28 crianças internadas, apenas cinco positivaram para Covid-19 e das oitos internadas na UTI, nenhuma testou positivo para o vírus. “Realmente, nossa demanda aumentou absurdamente. Porém, os casos de Covid não são altos”, disse.

 

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