João Azevêdo rebate críticas ao decreto: “Não aceitamos o argumento que deixamos bares abertos e fechamos igrejas. Isso é hipocrisia”

O governador João Azevêdo (Cidadania) rebateu, nesta terça-feira (23), críticas de líderes evangélicos, nas redes sociais, sobre o decreto estadual que determina o fechamento de igrejas nos próximos quinze dias. Ele considerou equivocado, injusto e hipócrita comentários de segmentos evangélicos, no qual afirma que o decreto estadual adotou medidas brandas contra os bares e rigorosas contra as igrejas.

“É uma leitura equivocada dizer que o decreto deixou o bar aberto e fechou as igrejas. Justificativa de quem não quer reconhecer a situação da pandemia. Primeiro porque os bares serão fechados às 16h. Além disso, estamos com toque de recolher que atinge esse segmento. Portanto, é argumento que não cabe, é um argumento simplista de quem tenta justificar a situação de forma equivocada. É hipocrisia dizer que estamos fechando igrejas e deixando bares abertos”, disse em entrevista ao Programa Hora H, da Rádio Pop FM.

O governador pediu a colaboração das igrejas evangélicas e citou o exemplo da igreja Católica. Ele afirmou que o gestor precisa ter coragem para tomar medidas duras a fim de evitar que o sistema de saúde da Paraíba entre em colapso e o médico tenha que escolha a vida que vai salvar.

“Durante um período de quinze dias estamos pedindo as igrejas que colaborem. A igreja católica colaborou. A arquidiocese suspendeu as missas. Algumas igrejas evangélicas também concordam. Outras não. Entendo. Faz parte. Só não aceitamos os argumentos que deixamos bares aberto e fechamos igrejas. Isso é hipocrisia. Não estamos fazendo isso porque quero que o bar fique fechado, porque quero que a escola fique fechada. Temos que ter coragem para tomar medidas para o sistema não entrar em colapso e o médico não ter que o acolher quem vai salvar”, finalizou.

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