ANÁLISE: Esquerda articula movimento de impeachment de Bolsonaro sem combinar com povo

Ápice do evento na Orla de João Pessoa

O deputado federal Aguinaldo Ribeiro, líder da maioria na Câmara Federal, foi cirúrgico na última sexta-feira (23), quando questionado sobre os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), declarou que não enxerga pressão popular pelo impedimento de Bolsonaro. “Não acredito em movimentos artificializamos”, disse. Ele lembrou os casos de Collor e Dilma e destacou que, em ambos os casos, a Congresso Nacional apenas referendou o clamor das ruas.

No fim de semana, os protestos organizados pela esquerda (PT, PSOL, PCdoB, PSB e movimentos sociais) a favor do impeachment foi um fiasco total de público, o que ratifica o pensamento defendido por Aguinaldo Ribeiro. Em João Pessoa, o movimento chegou a ser ridicularizado nas redes sociais.  Ao poderia ser diferente, pesquisa do DataFolha divulgada na sexta, apontou que 53% da população é contra o impedimento.

Movimento organizado pelo PT no Busto de Tamandaré

A popularidade de Bolsonaro ainda está na casa dos 35%. Não há clima para impeachment  nesse cenário. Quando Dilma foi afastada, o nível de aprovação do governo era menos que 10%. Outro ponto a destacar é que a esquerda, articulada pelo PT, não tem mais legitimidade moral para encabeçar movimento dessa envergadura, por motivos óbvios. O PT foi rejeitado pela grande maioria da população brasileiro. Não tem mais nenhum poder de mobilização. Bate-cabeça até mesmo dentro de seu espectro político.

Esquerdistas pedem o impeachment de Bolsonaro no Parque da Lagoa da Lagoa

Não quero dizer com isso que concordo com as excrescências de Bolsonaro. Discordo de muitas, principalmente, em relação à condução da pandemia, mas é fato que não há nenhum “tesão” dos segmentos da sociedade pelo afastamento do presidente, nesse momento. Não quero dizer que o movimento não pode ganhar corpo. Vai depender do próprio comportamento do presidente e dos sinais da economia nos próximos meses. O que fica evidente, até então, com os protestos da esquerda é a ansiedade da esquerda pela queda de Bolsonaro e a ausência de sintonia com o povo.

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