Opinião- Lições e conclusões da campanha eleitoral – Por Alek Maracajá

Estamos chegando a reta final das eleições de 2020. No próximo domingo, dia 29, saberemos o resultado do segundo, isso em cidades com de 200 mil eleitores, como João Pessoa. Nessas eleições, do ponto de vista de estratégias eleitorais, pouco ou nada mudou. O que continua prevalecendo é o trabalho feito com antecedência, a organização e outra coisas mais. Mas quem faz isso com antecedência?

É muito fácil sair por aí dizendo que as campanhas serão resolvidas com mídias sociais. Mais um ledo engano achar, achar e continuar sempre achando.

De perto e com olhar crítico, constatei uma forte inclinação de campanhas direcionadas apenas e exclusivamente para militantes através de sites de notícias e memes, onde o volume de informações ficava apenas sendo discutido dentro de uma bolha. Por outro lado, no campo do esquecimento, ficou a periferia, cuja mensagem simplesmente não chegou. Um erro crasso, pois é na periferia que se concentra o maior número de eleitores que não sabem e nem querem saber de políticas e campanhas.

As redes sociais são capítulo à parte. Quem soube bem utilizá-las, certamente começa a colher os frutos. O WhatsApp foi fundamental para quem soube usar. No conjunto da obra, nem sempre quem tinha muitos seguidores conseguiu engajar mais. Em João Pessoa, mais que nunca, quantidade não foi sinônimo de repercussão nas redes. Na liderança de estudos sobre o tema, a Ativa Web, empresa que comandamos e que está na vanguarda de análises de marca, perfis e monitoramento de inteligência, produzimos e divulgamos vários estudos sobre as eleições nas principais cidades paraibanas e que serviram de balizadores para o entendimento do cenário político.

Quem deixou para depois ou mais à frente, como queiram, tipo 45 minutos do segundo tempo, pôde constatar que não se constrói uma narrativa, um conceito em tão pouco tempo. Isso ficou bastante claro para mim e para as urnas, que foram impiedosas com essas campanhas e candidaturas.

Neste segundo turno, pelo menos em João Pessoa, não é diferente. Quem até aqui não criou conceito de nada ou de coisa alguma, que ficou apenas à margem da superficialidade das palavras, agora padece dos próprios erros. O desespero está chegando, porque falta apenas uma semana e não há mais tempo hábil para fazer o que até aqui não foi feito.

Numa campanha de tiro curto, quem ganha é quem errar menos, acumular equívocos é empilhar derrotas.
Diante de que já vimos e estamos acompanhando de nada adianta dinheiro, logística, apoiadores, mídia, discurso e propostas se a dosagem não for certa, embora para outros acabe faltando alguns desses componentes.

O voto útil também deve fazer a diferença nesta reta final. Neste sentido, as pesquisas eleitorais serão decisivas, já que apontam para um cenário de vitória e que potencializa a candidatura favorita. Voto é emoção e não razão, e, por isso, na maioria das vezes, vence quem consegue contagiar o eleitor.

No próximo domingo conheceremos o futuro prefeito da Capital de todos os paraibanos, uma cidade que caminha para o seu primeiro milhão de habitantes. Quem ganhou caberá comemorar e agradecer os frutos conquistados ao longo da trajetória eleitoral. Para o perdedor, muitas lições, a começar pela certeza de que é hora de continuar na luta e buscar novos horizontes, seguindo numa caminhada que não pode nem deve terminar por aqui.

Por Alek Maracajá

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