Ministro do TSE mantém intervenção do Diretório Nacional no PT de João Pessoa

Cícero Legal volta ao comando do Diretório Municipal do PT. Foto: Divulgação

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores conseguiu a primeira vitória contra o grupo do deputado estadual Anísio Maia, candidato do partido a prefeito de João Pessoa. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, anulou neste sábado (24) uma decisão do juízo da 64ª Zona Eleitoral contra a intervenção nacional sobre o Diretório Municipal do partido. O relator da matéria entendeu que houve usurpação de competência.

A briga do Diretório Nacional com o Municipal se estende desde o dia 16 do mês passado, quando, após as convenções municipais, os dirigentes locais inscreveram a chapa de Anísio Maia, contrariando a orientação nacional. A presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann, havia puxado convenção nacional no mesmo dia e decidiu apoiar o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) na disputa.

Coutinho, inclusive, conta com o aval do ex-presidente Lula, porém, como a sigla não impugnou a chapa de Anísio, o registro da candidatura dele foi deferido. O ato contínuo disso foi uma sequência de vitórias do Diretório Municipal em todas as instâncias eleitorais. A Nacional, então, decidiu intervir em João Pessoa. Um mandado de segurança impetrado pelos diretorianos locais, no entanto, fez com que o ato fosse suspenso na primeira instância.

Com a decisão de Fachin, o comando do partido volta para o advogado Cícero Legal. Ele era servidor comissionado do Estado e acabou pedindo exoneração justamente por causa da missão partidária. O entendimento dele era de que não poderia permanecer no governo, já que o governador João Azevêdo (Cidadania) apoia a candidatura de Cícero Lucena (PP). Ele, agora, volta a comandar as ações da sigla em João Pessoa.

Muito próximo a Luiz Couto, Legal foi o primeiro a deixar o governo anunciando o apoio a Ricardo Coutinho. Na última sexta-feira (23), o próprio Couto, secretário da Agricultura Familiar, formalizou o apoio ao socialista. Ele, no entanto, não pediu exoneração do cargo, apesar do desconforto narrado por auxiliares do governador. A intervenção sobre o Diretório Municipal vale até o dia 31 de dezembro.

A decisão deste sábado, vale ressaltar, não repercute sobre a candidatura de Anísio.

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