João Azevêdo ameaça ir à justiça caso o prefeito de Cabedelo reabra atividades não essenciais

João Azevêdo Foto: Cláudio Costa

O governador João Azevêdo (Cidadania) sinalizou, nesta segunda-feira (29), que o Governo do Estado deve tomar medidas judiciais caso a Prefeitura de Cabedelo não atenda à recomendação do Ministério Público Estadual e se abstenha de reabrir as atividades não essenciais do município, paralisadas devido à pandemia do novo Coronavírus.

O município localizado na Grande João Pessoa anunciou a retomada das atividades, mesmo com a recomendação contrária. João disse que os setores não prioritários deveriam permanecer fechados.

“Temos que levar em consideração o exemplo de outras cidades, Curitiba, Porto Alegre, Blumenau, várias cidades que avançaram na liberação estão recuando agora em função do número de casos. Existe atividades não essenciais que não devem ser abertas. Soube que houve recomendação do Ministério Público à Prefeitura [de Cabedelo], caso não haja um cumprimento cabe ao Estado tomar as medidas para que o decreto seja respeitado e tomaremos sem problema nenhum”, disse.

Azevêdo pontuou que, desde o início da pandemia do novo Coronavírus, vem aumentando a demanda por leitos de UTI de pacientes oriundos de Cabedelo. Ele demonstrou preocupação com os dados.

“No caso de Cabedelo, o município tem sistematicamente nos últimos meses apresentando demandas cada vez maiores de casos. Em março, se você olhar a regulação de leitos de UTI, não houve nenhuma para Cabedelo, em abril nós já tivemos 3, em maio, 19, e em junho, 20. Ou seja, existe cada vez mais uma demanda maior de leitos de UTI em João Pessoa e nos hospitais estaduais de casos de Cabedelo”, declarou.

O governador ainda chamou de ‘imprudência’ a ação da gestão municipal e apontou que o impacto real da reabertura se dá em João Pessoa.

“Abertura de bares e atividades não essenciais não se faz adequada, estamos em um momento em que o número de casos está crescendo. Preservar e cuidar da população é fazer com que a população possa se proteger. A partir de um momento que você determina a abertura de um shopping que fica em João Pessoa praticamente, as pessoas que frequentarão serão muito mais de João Pessoa e os números de casos irão refletir em João Pessoa, seria no mínimo uma imprudência muito grande fazer essa abertura nesse momento”, pontuou.

WSCOM

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