Documentos do MP revelam como irmão de Ricardo Coutinho nomeou esposa para OS que faturou R$ 117 milhões só em 2018

Documentos em poder do Ministério Público revelam a influência política de Coriolano (irmão do ex Ricardo) Coutinho em organizações sociais contratadas pelo governo do Estado. É caso, por exemplo, da InSaúde, que terceirizou a gestão de 326 escolas da rede estadual de ensino. Na InSaúde, Corio emplacou nada menos do que a própria esposa, Shirley Jucas Menezes.

Shirley foi contratada como “superintendente pedagógica”, com vencimentos de R$ 10 mil,  informa publicação do Blog do Hélder Moura.

Faturamento – As duas organizações sociais (Ecos e InSaúde), que terceirizaram mais de 652 escolas da rede pública, já faturaram cerca de R$ 234 milhões, somente em 2018. O Insaúde tem sede na Paraíba, no bairro dos Estados, em João Pessoa. (Av. Guanabara, 272).

Investigações – Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar a contratação das duas organizações sociais. A investigação foi determinada pelo procurador da República, Antônio Edílio Magalhães Teixeira, a partir de indícios de irregularidades na terceirização das escolas estaduais em valores elevados e ainda a quarteirização de serviços, contratando outras empresas sem licitação.

Propinoduto – Coriolano, como se sabe, recentemente, virou réu em ação penal, após o juiz José Guedes (4ª Vara Criminal) ter acatado denúncia do Gaeco por participação no escândalo do Propinoduto. Coriolano, Gilberto Carneiro e Livânia Farias, mais seis pessoas, foram denunciadas. O caso ocorreu em 2011, relativa a uma mala com R$ 81 mil em propinas, dinheiro destinado a agentes públicos.

Durante a realização de uma blitz de rotina, em junho de 2011, policiais mandaram um motorista parar para averiguações. De forma inesperada, ele tentou evadir-se, mas não conseguiu furar o cerco policial, e acabou detido. Era Rodrigo Lima da Silva.

Dentro de um veículo, os policiais encontraram R$ 81 mil, em espécie. O dinheiro tinha sido sacado numa agência do Banco do Brasil, em Recife. Junto, os policiais encontraram um papel branco com as seguintes marcações: G – 28.000,00; L – 10.000,00; C – 39.000,00; Dra. Laura 4.000,00. Somando, totalizava precisamente… R$ 81 mil.

Conforme documento protocolado pelo Forum dos Servidores da Paraíba junto ao Ministério Público, o “G” seria de Gilberto Carneiro (procurador geral do Estado, “L ” de Livânia Farias (secretária de Administração), “C” – Coriolano Coutinho (Irmão do governador) e Dra. Laura (Farias), então superintendente da Sudema.

Paraíba Rádio Blog

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