ANÁLISE: Sem mandato e distante de João, liderança de Ricardo dá sinais de fragilidade

O evento político neste domingo (1), em Monteiro, liderado pelo ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), mostrou que o prestígio político do socialista anda em baixa e que a liderança do ex-governador no Estado começa a dá sinais de enfraquecimento, oito meses após deixar o Palácio da Redenção. Além disso, o ato público, em Monteiro, sacramentou a ruptura política entre Ricardo e o governador João Azevêdo (PSB).

Coutinho tentou transformar o ato público em um grande grande evento político, na perspectiva de se consolidar como liderança regional e até nacional, mas a tentativa fracassou. Não foi capaz de arregimentar a participação de nenhum governador do Nordeste. Nem mesmo os do PT e o do Maranhão, radicais em suas posições contra o Governo Federal.

Ricardo saiu com a estatura, política, muito pequena. O público, conforme se verifica nas imagens abaixo, foi decepcionante. Isso explica o esforço de aliados do socialista em publicar imagens nas redes sociais do evento da caravana de Lula no Nordeste, como se fosse o evento de hoje. A verdade é que o reflexo do não comparecimento de João Azevêdo foi a expressiva ausência de lideranças políticas, o que sinaliza o posicionamento delas diante do rompimento entre as duas lideranças.

O evento de hoje dá sinais, claros, que a liderança de Ricardo na Paraíba está em xeque. Sem mandato e sem a famosa “caneta” para abrigar aliados, a influência política do ex-governador despenca. De forma estratégica e inteligente, João vai aos poucos formando seu grupo. Hoje, em maior quantidade se comparado ao de Ricardo. O governador caminha para se transformar na maior liderança do Estado. Fato.

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