OPINIÃO – PSB em guerra: Um exército não comporta dois comandantes

A política é a guerra por outros meios. Ela objetiva vencer o inimigo e conquistar territórios, e assim alcançar o poder, desde que se mantenha o exército coeso.
Mas, às vezes, nem a política nem a guerra seguem as regras racionais.

Na Paraíba, João Azevedo tem o governo, mas está ameaçado de perder o controle do PSB para seu padrinho, Ricardo Coutinho, que não tolera ficar sem exercer o poder.

Um exército não comporta dois comandantes. Principalmente quando um deles acredita piamente que é o único que detém as condições de ganhar todas as batalhas.

Quando Ricardo Coutinho ingressou no PSB, agiu como um general que não aceita dividir o comando. Em poucos meses na sigla, conseguiu neutralizar Nadja Palitot e assim assumir total controle do partido.

Durante anos, desde que assumiu a prefeitura de João Pessoa, em 2005, Ricardo Coutinho tem controlado o PSB com mão de ferro e uma caneta cheia de tinta.

Os poucos que ousaram pensar de maneira autônoma ou emitir opinião própria foram sumariamente afastados.

Para RC, o centralismo democrático, a falta de autocrítica e a obediência cega dos seus comandados são as regras básicas da sua existência. São traços essencias da sua personalidade política.

A guerra entre os dois está declarada. RC tem anos de atribulada vida pública e uma sagacidade desmedida. Mas, no momento, não tem cargos para distribuir, apenas a perspectiva de retornar à prefeitura da capital.
Enquanto isso, João Azevedo é neófito nessa seara, mas conta com bons conselheiros de larga experiência e uma caixa repleta de canetas.

A guerra promete ser longa e sangrenta entre os dois, com muitas baixas de ambos os lados. Aguardemos as próximas batalhas.

Fonte: Lúcio Flávio Vasconcelos

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