Em jantar com Bolsonaro, Efraim Filho defende rodeios e vaquejadas

O deputado federal Efraim Filho esteve presente em um jantar com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na noite deste sábado (17), quando visitou junto com o presidente e outras autoridades a festa do Peão de Barretos.

Efraim participou do lançamento da Frente Parlamentar Nacional dos Rodeios, Vaquejadas e Provas Equestres, que terá como presidentes ele  e o deputado Capitão Augusto (PL-SP).

O democrata comemorou o lançamento da Frente Parlamentar e o texto assinado pelo presidente. Para ele, o decreto presidencial representa um avanço e garante o bem-estar animal. O decreto regulamenta os esportes equestres como rodeio, vaquejada e laço.

O parlamentar paraibano falou que a festa do Peão consegue unir algo que faz parte da cultura, que é o rodeio, vinculado com a força do agronegócio. Ele acrescentou que o evento é semelhante à vaquejada realizada no nordeste que transforma a cultura numa fonte de gerar emprego.

Embarcando no discurso do presidente, o deputado afirmou que há empregos que “não podem ser perdidos por ‘radicalismos’ de algumas ONGs que são contra essa iniciativa”, disse.

Em julho, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o requerimento de urgência para a votação do projeto que regulamenta as práticas da vaquejada, rodeio e do laço no Brasil. Efraim Filho, que é relator apresentou parecer favorável ao projeto.

No texto aprovado no Senado, ficam reconhecidos o rodeio, a vaquejada e o laço como expressões esportivo-culturais pertencentes ao patrimônio cultural brasileiro de natureza imaterial, sendo atividades intrinsecamente ligadas à vida, à identidade, à ação e à memória de grupos formadores da sociedade brasileira.

À época, o deputado afirmou que “a intenção é regulamentar o bem-estar animal nesses eventos, como a obrigatoriedade de médico veterinário, juiz, tamanho mínimo de curral para evitar o confinamento”, disse.

A proposta foi criticada pelo líder do Patriota, deputado Fred Costa (MG). Ele disse que a vaquejada comete “atrocidades contra animais usando a cultura do subterfúgio”, e que “Esta proposta é um atentado contra os animais”.

A deputada Marília Arraes (PT-PE) denunciou que a votação da proposta sobre a vaquejada faz parte de uma “moeda de troca” do governo em busca de apoio da bancada ruralista.

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