Operação Calvário: Leandro Nunes revela que propina da Cruz Vermelha financiou campanha do PSB na PB

No depoimento ao Ministério Público, em fevereiro, Leandro Nunes, braço direito da secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, confessou ter recebido uma caixa de vinho, no Rio de Janeiro, de Micheline Cardoso contendo R$ 900 mil. Micheline é secretária particular de Daniel Gomes da Silva, empresário preso, acusado de liderar a organização criminosa que saqueou dinheiro da Saúde.

Leandro disse que o dinheiro foi utilizado para financiar a campanha do então candidato João Azevedo, num esquema que envolveu não apenas caixa 2, mas, especialmente, utilização da propina. Foram pagos, segundo ele, vários fornecedores da campanha ainda no Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com Leandro, após combinar com Livânia, foram pagos os fornecedores Zé Nilson (Adesivos Torres), Weber (Plastifort), Henrique (Prática Etiquetas) e Júnior (carro de som). Para alguns deles, o pagamento foi feito em dinheiro e pessoalmente, e até com um bônus (afinal veio dinheiro a mais…). Para outros, depósito bancário realizado numa agência de shopping.

Ainda no depoimento, Leandro confirma ter comprado um celular um dia antes da “operação”, utilizado o aparelho para realizar as ligações estratégicas, e depois descartado numa lata de lixo, supostamente para não deixar pistas. Tudo em comum acordo com Livânia, o que mostra de fato a sofisticação da operação. Uma obra prima. Uma operação típica da máfia, a julgar como verdadeiras as revelações de Leandro.

Veja trechos do depoimento:

 

 

 

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