Com decisão da justiça, vereadores vivem dilema sobre “data apropriada” para cassar Berg Lima

A decisão unânime do STJ sobre o retorno de Berg Lima ao comando da Prefeitura de Bayeux surpreendeu todo mundo na cidade, inclusive, os vereadores, cuja pauta principal, no nomento, era a anulação do 2° biênio da Mesa Diretora que elegeu o vereador Jefferson Kita (PSB), para efetivar o prefeito interino, Mauri Batista, Noquinha (PSL) no poder.

Esse na verdade deveria ser o segundo passo na escalada do poder, já que para concretizar esse objetivo, a vacância do cargo com a cassação de Berg deveria ser concretizada. A decisão da justiça, em tese, prejudicou mais o grupo de Noquinha, a favor das eleições indiretas. Com a iminência do retorno de Berg à Prefeitura, o grupo corre o risco de ver os planos caírem por água a baixo.

Para que haja a tão desejada eleições indiretas, a Câmara de Vereadores só pode cassar o prefeito afastado em 2019, ou seja, nos dois últimos anos do mandato como manda o Regimento Interno. Com o impacto da decisão do STJ e a perspectiva do retorno de Berg, vereadores ligados a Kita já se apressam para cassar Berg Lima ainda esse ano.

Segundo movimentação de bastidores, o vereador Lico (PSB), relator do pedido de cassação do prefeito afastado, deve apresentar o parecer até o dia 21 de dezembro. Com isso, a Câmara já pode votar o pedido de cassação no dia seguinte. Caso seja cassado ainda este ano, reza o Regimento Interno que as eleições devem ser diretas. Daí dá para se imaginar a guerra, nos bastidores, pelo poder.

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