Zennedy revela mágoas com oposição, mas manda recado para socialistas: “Não vamos nos aliar com quem pode boicotar nosso governo”

O secretário de Articulação de João Pessoa, Zennedy Bezerra, principal conselheiro do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) concedeu uma entrevista reveladora, nesta quarta-feira (7), ao Blog do Anderson Soares, sobre o cenário da disputa estadual sem Luciano como candidato e o apoio do grupo político do prefeito.

O secretário destacou que Cartaxo está avaliando os desdobramentos da decisão que tomou e aguarda que oposição apresenta o nome do candidato, o projeto de governo e espera um plano de gestão de resultados, tal qual o modelo implantado pela Prefeitura de João Pessoa. Porém, Zennedy mandou recado duro às lideranças da oposição.

“Não vamos compactuar com a postura de quem não expressou nenhuma solidariedade com quem jogou às claras, estipulando prazos para que a oposição apresentasse um planejamento de resultados à Paraíba. Não vamos compactuar com quem adotou uma postura de cristianalização. Temos todo tempo do mundo. Vamos anisar projetos, nomes. Tudo será muito bem avaliado”, afirmou.

O secretário também comentou as especulações de uma reaproximação com o grupo político do governador Ricardo Coutinho (PSB). Zennedy garantiu que Cartaxo não formará alianças com grupos que, por ventura, possam boicotar a gestão municipal. Ele deixou claro que o prefeito quer eleger o sucessor e isso será decisivo na tomada de decisão.

“O prefeito tem três anos de gestão. É importante um alinhamento com o governo municipal, em termos de parceria com a prefeitura. Não vamos nos alianhar a quem possa boicotar ou comprometer os planos da gestão assim que ganha a eleição. Não dá para receber o nosso apoio e depois virá as costas para gestão. O prefeito vai querer eleger o sucessor em 2020 e vai debater espaços na chapa majoritária. Tudo isso será bem amarado e debatido com o grupo de Luciano”, declarou.

“Volta, Cartaxo”

Zennedy comentou sobre o movimento, nos bastidores, de lideranças políticas para que Cartaxo reveja a decisão e dispute o Governo do Estado no campo das oposições. Ele foi enfático ao explicar que o movimento nasce tarde demais e que a decisão é irreversível. Zennedy usou o exemplo do ex-prefeito Luciano Agra para sepultar a tese do “volta, Luciano”.

“Pode escrever o que estou dizendo. A decisão é irreversível. Falo pelo prefeito. Ele não volta atrás na decisão. Isso aconteceu com o ex-prefeito Luciano Agra. Esse movimento vem tarde demais. Se quisessem Luciano como candidato, não agiriam da forma que fizeram. A inês é morta. Quem estiver fazendo esse movimento para Luciano voltar, é uma farsa. A história só se repete como uma farsa”, sentenciou.

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